A Broken Ballerina

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A Broken Ballerina

Mensagem por Alice em Qui Jul 11, 2013 2:44 pm

Era uma típica manhã de inverno em Londres, fria e nublada, com pessoas andando nas ruas vestindo longos sobretudos e tomando chocolate quente. Já não havia folhas nas árvores e a cidade estava coberta por um fino cobertor branco, feito da neve que caíra na noite passada.
                                             
Elizabeth Redgrave caminhava tranquilamente pelas ruas de Knightsbridge, levando duas sacolas da Harrods nas mãos. Com o cabelo castanho preso num rabo-de-cavalo alto e trajando um belo casaco da Burberry, ela era a típica imagem de uma rica dama Inglesa, elegante e discreta.  Entretanto, diferentemente delas, Elizabeth não se importava em parar suas atividades sociais para se dedicar à única filha. Pelo contrário, era a coisa que mais adorava fazer.
 
Sua caminhada cessou quando chegou à frente de um prédio antigo, cuja fachada evidenciava sua origem vitoriana. Sem hesitar, a mulher abriu a porta e adentrou o estabelecimento, de cabeça erguida. Lá dentro, crianças e jovens subiam e desciam as escadarias, suas sapatilhas fazendo um pequeno barulho ao se chocar com o chão. Elizabeth atravessou quase todo o corredor principal, ocasionalmente ouvindo alguma melodia vinda das salas com as portas entreabertas.
 
Quando o corredor já estava acabando, Elizabeth virou a esquerda e, delicadamente, abriu as portas de uma das salas e entrou da maneira mais silenciosa que pode. Assim que entrou no estúdio, uma melodia suave e agradável inundou seus ouvidos, uma música muito mais digna do que aquelas tocadas nas rádios. Levantou os olhos azuis e observou as pequenas meninas dançarem em quase perfeita sincronia,  até que seu foco voltou-se para apenas uma delas.
 
Era uma garotinha adorável, de cabelos loiros, olhos verdes e traços dignos da mais cara das bonecas de porcelana. Aquela menina, que dançava com extrema graça e harmonia, era seu bem mais precioso, seu maior tesouro, sua bela e única filha, Cordelia. Elizabeth assistiu a filha com um olhar afetuoso durante incontáveis minutos, o tempo parecia ter parado para a mãe.
 
Um dia, sua menininha seria tão famosa quanto Anna Pavlova, ela tinha certeza. Cordelia tinha um talento hercúleo e sendo uma mulher que desde criança assistia espetáculos de balé, Elizabeth poderia afirmar tal coisa com toda a convicção. Sonhava com o dia que estaria nas plateias dos mais importantes teatros do mundo, vendo sua garotinha ser aplaudida de pé.
 
Aos poucos, a música foi abaixando, até finalmente acabar. As crianças começaram a se dispersar e aguardar os portadores, Cordelia estava conversando com uma amiga, até que se virou e viu a mãe. Despedindo-se das amigas, a menina correu até ela, com um sorriso na face.
 
-Você me viu dançar?-Perguntou com sua melodiosa voz de soprano. Elizabeth acenou com a cabeça e afagou os cabelos da filha.
 
-Sim, e estava linda como sempre. - Respondeu com orgulho. - Agora, vá pegar seu casaco e seus sapatos para podermos ir para casa. - Cordelia concordou de leve com a cabeça e correu até um dos armários, pegando o que a mãe havia mandado. Logo voltou ao encontro dela,  já calçada e usando o sobretudo de lã rosa.
 
 De mãos dadas, mãe e filha saíram da academia de dança. Cordelia falava ansiosamente sobre seu ensaio e a apresentação que se aproximava. Então, repentinamente, a menininha levantou a cabeça e se colocou a frente de Elizabeth, que olhou para a filha com curiosidade.
 
-Como pude ter me esquecido disso?-A garotinha se autocensurou, balançando a cabeça, mas logo voltou a sorrir. - Tenho uma notícia importante, mamãe. -Ela anunciou.
 
-E qual seria tão feliz notícia?- Indagou uma divertida Elizabeth.
 
-Eu fui escolhida para interpretar a pequena princesa do espetáculo! A professora reconheceu meu talento e me escolheu no lugar da Mary!- Disse com o peito estufado, orgulhosa de ter conseguido o papel principal e vencido sua rival.
 
Elizabeth abriu um lindo sorriso e abraçou a filha, rodopiando com ela no ar. Ambas riam, parecendo duas crianças brincando. Após encher a menina de beijos, a mãe a colocou no chão e com um bom humor impecável, abaixou-se a altura da garotinha.
 
-Isso merece uma comemoração. Que tal passarmos a tarde fazendo umas compras?- Sussurrou e Cordelia começou a dar pulinhos de alegria, ela adorava fazer compras. Elizabeth ajeitou a postura a puxou a carteira da bolsa, tirando um cartão de crédito lá de dentro. - Seu pai me deu esse cartão ilimitado... Vamos deixá-lo um pouco mais pobre hoje, Cord?- Perguntou, dando uma risadinha.
 
-Sim, sim, sim!- Exclamou a animada menina, e pegou a mão da mãe e saiu arrastando-a pelas ruas de Londres.
 
Passaram resto do dia juntas, em seu pequeno mundo de luxo e riqueza.
 
-•-
 
Véspera da Apresentação de Cordelia
 
A pequena Cordelia sentava no sofá em frente à lareira, ouvindo o crepitar do fogo. Ela gostava de se sentar ali e ver as chamas dançarem, o brilho e vivacidade delas lembravam a pequena bailarina dos espetáculos que ia assistir com  os pais, daquelas talentosas mulheres que incorporavam de corpo e alma seus papéis. Além disso, aquelas cores vibrantes e o calor vindo da lareira conseguiam acalmá-la tanto quanto os braços da mãe.
 
Fora dormir cedo, mas um pesadelo a tirara do seu mundo de sonhos e a jogara numa realidade cruel. Não conseguia se lembrar das imagens, só da terrível sensação de medo. Cordelia não tinha muita certeza se gostaria de lembrar, porque muitas vezes seus pesadelos se aproximavam de uma realidade suja e podre, como mamãe costumava dizer, que não traria nada de bom para a vida dela.
 
No fundo, a garota sentia uma grande curiosidade para saber o que o mundo afora guardava. Fora criada numa redoma de vidro, superprotegida pela mãe e o pai, que poderia fazer algo para mudar, tinha dificuldade em contrariar as ordens da esposa. Nunca ousou perguntar nada, pois tinha medo da reação de Elizabeth. Talvez não fosse por querer, mas a matriarca dos Redgrave sufocava Cordelia, implicitamente exigindo a perfeição da filha. Se não cumprisse as expectativas, Elizabeth ficaria triste, e a garotinha não queria magoar a mãe.
 
A grande paixão de sua vida era dançar, porque quando a música tocava e ela iniciava a coreografia, sentia, por breves minutos, um pouco da liberdade da qual fora privada. Era um sentimento libertador, e a pequena desejava que durasse para sempre. Era um gosto que Elizabeth adorava e apoiava, indo ao ponto de transformar um dos cômodos da casa numa sala de dança para a filha.
 
Perdida em seus pensamentos, Cordelia não percebeu quando a porta da casa abriu e um homem, alto e elegante, entrou na casa.
 
-Cord? O que está fazendo acordada há esta hora?-Ele indagou se aproximando, e a menina se virou, assustada, mas logo relaxou ao ver a conhecida face de Arthur Redgrave.
 
-Tive um pesadelo e não consigo dormir. - Ela fez uma pequena pausa e o homem balançou a cabeça, em sinal de compreensão. - A mamãe estava cansada, teve um dia muito longo, não quis acordá-la. Você não vai contar para ela que eu estava acordada tarde, vai?-Perguntou com o medo aparente nos belos olhos verdes.
 
- Claro que não, pequena. - Respondeu o mais velho e se sentou ao lado da querida filha e por alguns minutos ficaram assim, lado a lado, observando as chamas, até que Arthur abriu um sorriso malicioso. - O que acha de sairmos para tomar um sorvete? Conheço um lugar que está aberto.
 
Cordelia encarou-o com um misto de felicidade e hesitação.
 
-A mamãe vai nos matar se descobrir!- Advertiu. Era uma das muitas proibições de Elizabeth, nada de saídas noturnas. Arthur deu de ombros.
 
-Sua mãe não vai nem perceber que saímos. - O homem afirmou com confiança. - Vamos lá, Cord, será nosso segredinho. -Ele disse numa voz de divertida, e a garota não pode conter uma risadinha.
 
-Certo papai. - Falou e saiu correndo escadaria acima, voltando logo em seguida calçando uma bota e usando um casaco de lã. - Vamos, vamos! - Disse com grande excitação e pegou no braço do seu  sorridente pai, arrastando-o para fora da casa.
 
Entraram no carro e, enquanto Arthur dirigia, Cordelia falava das suas preocupações para com a iminente apresentação. O pai ouvia e dava bons conselhos, ao invés da mãe que fechava os ouvidos e começava a falar do quanto a filha deveria ser boa e nada mais.
 
Chegaram a sorveteria e fizeram o pedido, Arthur ficou com o de morango e Cordelia, baunilha. Sentaram na mesinha e começaram a conversar, e a pequena Redgrave acabou descobrindo que Elizabeth tinha um ódio vicioso por aquele lugar, por ser onde o marido costumava levar as ex-namoradas. Uma pena, porque o sorvete era delicioso.
 
O velho dono da loja era o senhor Smith, um homem velho, que perdera a perna lutando na Guerra. A garotinha descobriu que achava extremamente interessante as histórias dele sobre aqueles tempos negros e ficava mais fascinada ainda como ele conseguia se mover com uma das pernas faltando. Era uma coisa inédita para ela.
 
Quando o relógio anunciou uma hora da manhã,  Cordelia começou a sentir sono e pediu ao pai para voltarem. Arthur se despediu do velho soldado, pagaram e voltaram para o carro, dirigindo de volta para casa.
 
-Quando podemos voltar lá, papai? Quero ouvir mais histórias do senhor Smith!- Exclamou, abrindo um lindo sorriso, iluminando seu rosto.
 
O homem deu uma boa risada e olhou para a filha carinhosamente.
 
-Quando você quiser. - Arthur respondeu para logo voltar a prestar atenção nas ruas.
 
Cordelia, sorrindo, voltou-se para a janela, observando a neve cair do lado de fora. Entretanto, sua visão foi ofuscada por um forte farol de um carro, vindo em sua direção.
 
Quando ela gritou, já era tarde demais.
 
-X-
 
Elizabeth corria pelos corredores do hospital, o cabelo castanho preso de qualquer jeito, usando um pijama e um sobretudo preto por cima. O desespero era evidente em sua face, ainda não se recuperara completamente da notícia que recebera há pouco. 
 
Que ideia idiota de Arthur, sair àquela hora da noite para tomar sorvete! Se Elizabeth havia proibido, era porque algo ruim poderia acontecer, e aconteceu. O seu marido estava bem, se recuperando aos poucos, porém, quem recebeu o maior impacto foi Cordelia. Agora, pela irresponsabilidade do seu cônjuge, sua amada filha estava em estado grave. Logo na véspera da apresentação de balé! Agora, ela já não poderia dançar  no dia seguinte.
 
Já estava chegando à porta da sala onde a menina estava, quando uma voz chamou seu nome. A Redgrave se virou, se deparando com um arfante médico.
 
-O que foi? Não está vendo que estou indo ver minha filha?- Falou claramente irritada por ter sido interrompida, sua voz carregando um tom de superioridade.
 
O médico não se intimidou diante da dama.
 
-Lady Redgrave, há uma coisa que precisa saber antes de ver  sua filha. - Ele disse, tentando parecer calmo. Trazia uma notícia nada agradável e pelo o que via da mulher até agora, ela não iria reagir bem.
 
-Pois então fale logo, não estou com muita paciência. - Elizabeth retorquiu com agressividade, os braços cruzados sobre o busto.
 
O doutor suspirou. Aquilo não ia ser fácil.
 
-As consequências do acidente em Cordelia foram muito mais séries do que em Lord Redgrave, o impacto nela e o fato de estar sem cinto... - O homem olhou o chão, tentando tomar coragem para contar o que acontecer a mãe. - O que eu estou tentando dizer, Lady Redgrave, é que sua filha esta paraplégica agora, e não podemos fazer nada para mudar.
 
Elizabeth olhou para o médico, incrédula. Aquilo não podia ser verdade, não com ela, não com sua Cordelia. Tinha que ser uma brincadeira de mau gosto, provavelmente idealizada por Arthur. A Redgrave olhou para o médico, procurando algum sinal para indicar a pegadinha. Ao não ver nenhum, ela não aguentou.
 
-Isso é mentira, mentira!- Berrou a mulher, com lágrimas rolando pelas bochechas. - Minha filha não pode estar paraplégica, isso tem que ser um erro! - Continuou com seu discurso, perdendo completamente o controle sobre si mesma.
 
-Lady Redgrave, eu garanto que não há erro... - O médico não pode terminar, pois foi interrompido pela histérica mulher.
 
-Então se desdobrem, façam uma cirurgia, terapia, mas faça a minha filha andar de novo!- Elizabeth esbravejou, avançando na direção do doutor.
 
-Senhora, não há nada que possa ser feito, Cordelia não voltará a andar. -Ele devolveu, começando a perder a paciência.
 
-Você sabe quem eu sou?- Vociferou ela. - Eu sou Lady Elizabeth Redgrave née Rhodes, filha de uma das famílias mais ricas do mundo, não há nada que eu não possa fazer, não há barreira que possa me impedir, meu dinheiro comprará tudo!
 
-Lady Redgrave, nem todo dinheiro do mundo fará sua filha voltar a andar. Não há cura. -A paciência do doutor era grande, mas aquilo já era demais, aquela mulher desconhecia muito da palavra humildade, chegava a ser impressionante. - Tenha uma boa noite, senhora. -Dizendo isso, virou as costas e se afastou, para checar outro paciente.
 
Elizabeth caiu de joelhos, chorando e esperneando, como uma criancinha mimada. Não fora preparada, nem nunca pensara que um dia seria o centro dessa situação.
 
Seu mundinho de vidro estava desabando ao redor dela, expondo-a a dura realidade da qual durante anos fingira não pertencer.
 
-X-
 
Desde o acidente, a casa dos Redgrave nunca esteve tão solene. Jantares e festas, antes tão comuns, se tornaram escassos. A casa foi reformada para as necessidades de Cordelia e empregadas foram contratadas para tomar conta da menina, vinte quatro horas por dia, sob o olhar cuidadoso de Elizabeth.
 
Ela fechou o livro que lia, sobre como criar uma criança com paraplegia. No começo, ela estava perdida, sem saber como lidar com a situação e aqueles livros a ajudaram demais a melhorar. Por mais que dissesse para si mesma que aceitava a situação, dentro do coração a Redgrave não conseguia aceitar tudo que acontecera. Gostava de olhar para Cordelia e pensar que um dia sua filha voltaria andar.
 
“Está tudo bem em sonhar alto, só esteja preparada para a queda.” Era o que a mãe de Elizabeth, Emily Rhodes falava para os filhos na infância. Ela sonhará e voará alto demais, mas suas asas foram feridas e a queda foi longa e dolorosa.
 
A mulher subiu as escadarias com uma expressão melancólica, doía seu coração saber que sua filha jamais subiria e desceria correndo pelos degraus. Andava distraída, em seu próprio mundo de sonhos e lembranças estilhaçadas, memórias de uma época tão próxima, mas tão distante.
 
Parou em frente à porta da um dos vários quartos, mas hesitou em girar a maçaneta e abrir a porta. Aquele quarto – a sala de balé que fizera para a filha- guardava a mais dolorosas das lembranças dela, mas uma hora ou outra, ela sabia que teria de encarar seus demônios.
 
Tomando coragem abriu a porta e entrou no quarto, mas a cena que viu quebrou seu coração.
 
Cordelia estava parada diante do espelho, fazendo um movimento com os braços, na cadeira de rodas. Os traços angelicais estavam tristes, carregando uma dor e angústia muito mais profundas do que as de Elizabeth. Ela se esforçou para conter as lágrimas, mas sabia que não conseguiria se segurar para sempre.
 
Em passos cuidados, Elizabeth caminhou até a filha, que sequer desviara o olhar do espelho. Abaixou-se para ficar da altura dela e ficou olhando a imagem refletida no espelho e esperou, na esperança que a menina falasse algo.
 
-Mamãe?- Cordelia falou após um bom tempo em silêncio, sua voz era quase um sussurro e carregava uma grande tristeza.
 
-Estou aqui. O que foi?- A mais velha perguntou, no mesmo tom triste da filha. Por motivos diferentes, elas sofriam.
 
Cordelia tirou os olhos do espelho e encarou o chão, brincava com um dos laços da roupa. Depois de um tempo, levantou a cabeça e fitou os olhos claros da mãe.
 
-Eu nunca mais poderei dançar, não é?- Perguntou a menina, sua voz, mesmo que melancólica, ainda retinha um pouco de esperança. Ela sonhava que, talvez, algum dia pudesse voltar a dançar. A ser livre.
 
Aquilo foi como uma faca no coração de Elizabeth. Sem conseguir mais aguentar, a mulher abraçou a filha e desabou em lágrimas. Estava em dúvida, alimentava uma falsa esperança do coração de Cordelia ou contava a verdade? Qual dos dois traria mais dor para sua querida menina?
 
-Não Cordelia, você não voltará a andar. – Disse em meio aos soluços. Instantes depois, Elizabeth começou a ouvir o choro baixo da filha, e a mãe a abraçou com ainda mais força.
 
Juntas, choraram e dividiram a dor da perda, da quebra de um mundo. Elizabeth porque seu mundo perfeito estava quebrado, de tal modo que não havia mais concerto. Sua linda filha jamais seria a grande bailarina que ela sonhava ver nas revistas e jornais.
 
Entretanto, Cordelia não pensava nisso, e sim na liberdade que a dança lhe proporcionava.
 
Sem poder andar novamente, era apenas uma boneca de porcelana, uma bailarina quebrada, presa em uma inquebrável redoma de vidro.
 
Ironicamente, aquele era o pesadelo que Cordelia tentou, a todo custo, esquecer.

-X-


Minha inauguração da área com a história mais recente minha e que eu mais gosto u3u
Enjoy :3

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